Segundo entidades setoriais como o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), a Associação de Minerais Críticos (AMC) e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela não deve gerar impacto imediato relevante para os segmentos da indústria brasileira.
A avaliação leva em conta o fato de que a Venezuela não representa um mercado expressivo para as exportações do Brasil. Atualmente, as relações comerciais entre os dois países são bastante reduzidas, apesar de terem sido mais significativas no passado.
De acordo com o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, o baixo volume de comércio bilateral limita possíveis efeitos sobre o setor industrial brasileiro.
Em síntese, a percepção predominante entre as entidades industriais é de que a ação militar na Venezuela tende a ter efeitos limitados sobre a economia brasileira no curto prazo, especialmente devido ao baixo nível atual de intercâmbio comercial entre os dois países. A perda de relevância da Venezuela como destino das exportações brasileiras reduz a exposição dos setores industriais a possíveis desdobramentos do conflito, fazendo com que o impacto seja considerado marginal e restrito.
FSJK – Consultoria Multidisciplinar