Produtor rural a mais de 25 anos, com atividades agrícolas voltadas para o cultivo de amendoim, soja, cana de açúcar e laranja, com atividades localizadas no interior de São Paulo, especialmente em Novo Horizonte, o GRUPO FORTE GRÃOS pediu recuperação judicial para saldar dívidas que superam a monta de 32 milhões.
A crise do grupo iniciou-se com a chegada da seca de 2012, que provocou uma das maiores quebras de safra até hoje vistas, ocasionando na escassez e elevação dos preços dos principais produtos destinados à alimentação no mercado. Somado a isso, a crise hídrica de 2019 que ocasionou variações climáticas, foi o fator determinante para a queda do agronegócio em escala global.
O pedido de recuperação judicial foi protocolado na Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem de São José do Rio Preto/SP, tendo sido determinado pelo Juízo a constatação prévia da regularidade documental e condições de funcionamento das empresas, devendo o Administrador Judicial apresentar o laudo de constatação dentro do prazo de cinco dias.
Novos desdobramentos acerca da recuperação judicial do GRUPO FORTE GRÃOS, serão oportunamente abordados nesta coluna.