Importantes na piscicultura e pecuária nacional, enfrentando grave crise econômica com dívidas que superam 42 milhões, a FAZENDA CRUZ DE MALTA pede recuperação judicial buscando o soerguimento das sete empresas integrantes do grupo.
Mesmo tendo contribuído fortemente com o crescimento do mercado nacional, inclusive em colaboração com outros piscicultores de relevância como o GRUPO PEIXE BOM, o grupo FAZENDA CRUZ DE MALTA se vê em meio a uma crise financeira desde 2019, após terem sido vítimas de um incêndio criminoso que devastou grande parte da pastagem, resultando na morte de 327 bovinos e levando mais de 10 meses para a recuperação da área atingida pelo fogo.
Somado a isso, a COVID-19 paralisou os negócios, impossibilitando a venda de produtos agropecuários e a renovação do plantel bovino, somada a desvalorização da arroba do boi em 2023, que despencou de R$ 340,00 para valores entre R$ 180,00 e R$ 200,00, ocasionando um impacto financeiro imediato.
Sem outras alternativas para contornar a crise financeira, as empresas do grupo ingressaram com pedido de recuperação judicial por dívidas de mais de 42 milhões, com a maioria dos credores na classe II.
O pedido que tramita perante o Juízo da Vara Cível da comarca de Niquelândia/Goiás, teve deferido a suspensão dos atos expropriatórios de ações trabalhistas e está em fase constatação prévia a ser feita Administrador Judicial.
Novos desdobramentos acerca da recuperação judicial do grupo FAZENDA CRUZ DE MALTA, serão oportunamente abordados nesta coluna.