Com grande relevância logística e econômica especialmente nas regiões do interior paulista, nas cidades de São José do Rio Preto e Mirassol, a rede de postos de combustíveis GRUPO FF pede recuperação judicial por dívida de mais de 260 milhões, sendo a maior parte dos credores da classe II – garantia real – com 53,10%, seguido da classe quirografária com 46,87% dos créditos.
O início da crise ocorreu em meados de 2020 com a Pandemia da COVID-19, cujo efeitos agudos do lockdown restringiu a circulação urbana e serviços essenciais, impactando severamente a saúde financeira do grupo. Como se não bastasse, a guerra da Ucrânia criou um cenário que se agravou em proporções exponenciais, causando uma variação da taxa inflacionária e de juros no âmbito nacional, impactando também o segmento de revenda de combustíveis.
Apesar dos incentivos fiscais lançados pelo Governo Federal e a recuperação do setor estar ocorrendo de forma lenta e gradual, o grupo não duvida que possui condições de se soerguer e manter a importante função social que exerce, motivo pelo qual requereram no dia 13/08/2025 a recuperação judicial para superar a crise vivenciada.
O Juízo da Vara Regional de Competência Empresarial de São José do Rio Preto/SP, onde tramita o processo, determinou a apresentação do laudo de constatação prévia, que já foi apresentado pelo administrador judicial. Agora resta aguardar a apreciação pelo Juízo, que irá determinar se o grupo poderá prosseguir com a recuperação judicial.
Novos desdobramentos acerca da recuperação judicial do GRUPO FF, serão oportunamente abordados nesta coluna.
FSJK – Consultoria Multidisciplinar
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